A instalação das boias de proteção no Porto da Barra, em Salvador, completou seu primeiro mês com balanço positivo na organização do espaço marítimo. O projeto-piloto implementado pela Secretaria Especial do Mar (Semar), com aval da Marinha do Brasil, estabeleceu uma zona exclusiva para banhistas demarcada por estruturas amarelas a 90 metros da faixa de areia. O objetivo central é restringir a aproximação de embarcações motorizadas e motos aquáticas, reduzindo o risco de atropelamentos e acidentes aquáticos.
Durante o período, o monitoramento da Guarda Civil Municipal (GCM) não registrou nenhuma invasão de embarcações na área delimitada. O único incidente notificado envolveu um condutor de moto aquática que tentou atracar em uma das boias, caso imediatamente reportado à Capitania dos Portos. A iniciativa custou R$ 450 mil aos cofres municipais,contemplando os equipamentos, transporte, sinalização e instalação.
Expansão tecnológica e perspectiva de ampliação
Para reforçar o controle do perímetro, o inspetor-geral da GCM, Marcelo Silva, confirmou a instalação de novas câmeras de alta tecnologia nos próximos dias. O monitoramento eletrônico funciona 24 horas e opera de forma integrada com a Marinha do Brasil, que é acionada em caso de descumprimento dos limites de navegação.
Segundo a titular da Semar, Duda Lomanto, o projeto apresentou rápida aceitação por parte da população e dos turistas,servindo como modelo para futuros ordenamentos da orla da capital. O sucesso do formato no Porto da Barra será avaliado tecnicamente para fundamentar possíveis ampliações do sistema de delimitação física para outras praias de Salvador que enfrentem conflitos de convivência entre banhistas e tráfego náutico.







