A professora, nutricionista e estudante de Direito Carolina Ladário, presidente da Associação Bendita Planta, foi detida após ação policial realizada em sua residência, no município de Itanhaém, no litoral de São Paulo. A abordagem e a consequente interdição das atividades da entidade geraram manifestações de preocupação entre defensores do acesso à cannabis terapêutica e entidades de direitos sociais.
Segundo relatos do caso, Carolina possui salvo-conduto (habeas corpus) concedido pela Justiça para cultivo e uso medicinal voltado ao seu próprio tratamento de saúde. No momento da vistoria, os policiais apreenderam cerca de 70 gramas de cannabis e frascos de óleo artesanal, derivados que a ativista utilizava terapeuticamente sob a cobertura da ordem judicial.
A defesa e apoiadores destacam a ausência de elementos materiais que justifiquem a suspeita de tráfico de drogas:
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Ausência de material de tráfico: Não foram encontrados cultivo em larga escala, grandes volumes em flores ou extratos, balança de precisão, valores em dinheiro ou porções fracionadas e embaladas para comércio ilegal.
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Registros associativos: Os agentes apreenderam apenas um caderno de anotações com o controle de remessas e acolhimento dos associados.
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Desrespeito à ordem judicial: A medida é apontada por juristas como uma violação ao remédio constitucional do habeas corpus, desconsiderando a decisão judicial que amparava a paciente e comprometendo a assistência a pessoas em situação de vulnerabilidade atendidas pela associação.






