Um abaixo-assinado virtual que já reúne grande engajamento popular cobra da TV Globo a adoção de um mecanismo de checagem de fatos (fact-checking) ao vivo durante a transmissão do último debate presidencial do segundo turno. A mobilização ganhou força após o primeiro confronto televisivo deste turno, exibido pela Rede Bandeirantes, marcado por troca de acusações e queixas sobre a propagação de dados imprecisos ou enganosos sem a devida contestação imediata no ar.
O documento argumenta que os debates eleitorais não podem funcionar apenas como vitrines sem mediação analítica ou palanques para a circulação de desinformação. O texto defende que a emissora utilize suas equipes de jornalismo investigativo e ferramentas tecnológicas para sinalizar ao telespectador, em tela e durante a fala dos candidatos, se os dados apresentados são verdadeiros, falsos ou distorcidos.
Precedentes internacionais e papel da imprensa
Como justificativa, a petição cita práticas consolidadas em eleições no exterior, a exemplo de transmissões em emissoras norte-americanas onde equipes dedicadas cruzam estatísticas em tempo real:
- Combate à desinformação imediata: Garantir que o eleitor identifique manipulações de números ou distorções de fatos antes do encerramento da transmissão.
- Compromisso com o voto consciente: Oferecer subsídios fáticos e equilibrados para que a decisão eleitoral na reta final ocorra sem a interferência de narrativas manipuladas.
- Papel ativo do mediador: Reforçar a responsabilidade editorial dos veículos de comunicação frente ao avanço das tecnologias de disseminação de notícias falsas.
A campanha digital sustenta que o combate à desinformação é basilar para a transparência do processo democrático e exige uma postura mais proativa das redes de televisão brasileiras nos momentos decisivos da disputa pelo Palácio do Planalto.







