O líder comunitário e ativista do Partido Democrata norte-americano Isaiah Martin voltou a atacar duramente a permanência do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) nos Estados Unidos. Em publicação veiculada em sua conta oficial no Facebook nesta sexta-feira (30), Martin criticou uma declaração recente atribuída ao parlamentar brasileiro — na qual teria agradecido ao povo americano pelo “acolhimento” — e afirmou que a estada da família Bolsonaro no país decorre de articulações diretas com Donald Trump e o Partido Republicano, e não do consentimento da população norte-americana.
Em tom contundente, o democrata acusou a ala republicana de custear e viabilizar regalias com recursos públicos e cobrou que o dinheiro dos contribuintes dos EUA seja priorizado em infraestrutura, educação e saúde locais:
“O povo americano não fez nada; quem fez foi seu marionetista, Trump. Não o queremos aqui. Os americanos de bom senso querem que o dinheiro de nossos impostos seja investido em nossa saúde, em nossas estradas, em nossas escolas, mas, em vez disso, os republicanos o estão usando para permitir que esse sujeito viva uma vida de estrela de cinema com o nosso dinheiro. O povo americano não pode ser o provedor sustentando esse homem adulto!”
Críticas ao negacionismo eleitoral e corte de recursos
No texto, Martin também rebateu o fato de Flávio Bolsonaro se intitular o “líder do Brasil” após a derrota eleitoral no segundo turno para Luiz Inácio Lula da Silva, classificando a postura como uma extensão perigosa da retórica antidemocrática:
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Rejeição ao resultado nas urnas: Martin qualificou o discurso do senador como “negacionismo eleitoral descarado”, afirmando que esse tipo de ideologia representa um risco institucional que não deve ter respaldo em solo norte-americano.
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Investigação e corte de custeio: O ativista prometeu articular junto à bancada do Partido Democrata no Congresso a abertura de apurações formais sobre os valores eventualmente empregados na proteção do senador brasileiro,incluindo eventuais esquemas de segurança privada ou oficial: “Cada dólar direcionado a essa farsa deve ser investigado e desfinanciado. Aquele esquema de segurança? Desfinanciado”, declarou.
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Reafirmação do pedido de deportação: Rejeitando a caracterização de Flávio como solicitante de asilo político,Martin defendeu que as autoridades de imigração executem a deportação da família assim que houver alteração no quadro político da Casa Branca: “Eles não são requerentes de asilo; são autoritários sugando os trabalhadores norte-americanos”.
A postagem dá continuidade à campanha política encabeçada por setores progressistas norte-americanos que, nos últimos dias, alavancaram a hashtag #DeportTheBolsonaros nas redes sociais globais após o parlamentar deixar o Brasil e descumprir ordens do Supremo Tribunal Federal (STF).






