Em depoimento publicado em suas redes sociais, a urbanista Marta Grostein, mãe do apresentador Luciano Huck e do cineasta Fernando Grostein Andrade, declarou apoio público à candidatura do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial. No relato, ela compartilhou o drama vivido pela família devido a ameaças de morte motivadas por homofobia contra seu filho Fernando, que precisou deixar o Brasil há sete anos.
Marta revelou que o filho caçula, abertamente gay, decidiu viver no exterior após receber mensagens intimidatórias severas, incluindo avisos de que seu corpo seria entregue em caixão fechado:
“Ter medo de morrer por simplesmente ser quem você é, foi uma das razões que fez meu filho Fernando, que é gay, sair do Brasil há sete anos atrás. Ele recebeu ameaças à sua vida, inclusive dizendo que o corpo dele seria entregue no caixão fechado. Eu gostaria que todas as mães que estivessem em situações semelhantes à minha tivessem essa oportunidade de poder conversar com seus filhos, ouvir a verdade deles e se deixar embrenhar dela pra poder crescer junto.”
Trajetória política e defesa da cultura
Ao contextualizar sua decisão de voto, Marta relembrou sua vivência durante os anos de chumbo no Brasil e comparou os ciclos democráticos recentes, classificando o avanço do bolsonarismo como um rompimento com a estabilidade institucional:
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Memória democrática: Afirmou ter vivenciado na juventude as perseguições e a repressão da ditadura militar, acompanhando posteriormente as transições democráticas dos governos de Fernando Henrique Cardoso e de Lula até a ascensão de Jair Bolsonaro, apontada por ela como uma ruptura histórica.
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Crítica à candidatura do PL: Defendeu que a eventual eleição de Flávio Bolsonaro representaria um retrocesso grave nas conquistas sociais e de valorização das minorias.
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Diversidade e desenvolvimento: Enfatizou que o Brasil é uma potência cultural e que o crescimento econômico e social do país depende diretamente do respeito à diversidade e da liberdade de criação: “Essa riqueza não pode ser perdida. E ela vem de aceitar a diversidade, de aceitar a criatividade como uma mola propulsora do desenvolvimento social, econômico e cultural”.







